<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947</id><updated>2012-02-17T01:07:26.541-02:00</updated><category term='Infância'/><title type='text'>Na prática</title><subtitle type='html'>Moça de 31 anos. Que um dia resolveu criar um blog porque estava escrevendo uma reportagem sobre crianças blogueiras. E resolveu continuar postando besteiras variadas. Sem nenhum compromisso com periodicidade.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>38</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-4559145050949750364</id><published>2011-03-10T01:52:00.003-03:00</published><updated>2011-03-10T23:14:35.955-03:00</updated><title type='text'>If you surrender</title><content type='html'>Quantas pessoas você conhece te ouvem de verdade? Aquele tipo de gente que, enquanto você está contando algo importante, não foge do assunto colocando na conversa um problema próprio (e desvia tudo) ou que demonstra interesse genuíno pelo que você está falando. Eu acho que conheço três. E acho que isso me causa uma certa aflição. Talvez aflição não seja a palavra certa. Acredito que seja perplexidade. Uma perplexidade que criou, em mim, um hábito horroroso. Nas raras vezes em que me abro com as pessoas, lanço a pergunta, no meio do discurso: "Tá muito chato esse papo?". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época em que fazia análise, na terceira vez em que fiz essa mesma pergunta para o analista, ele riu e me perguntou de onde vinha essa minha mania de achar que tudo o que eu falava era chato. Pensando sobre isso hoje, acho que responderia que vem da falta de disposição das pessoas para as histórias alheias. Elas só querem falar, falar e falar. E só falam sobre elas próprias (o que é pior, na minha opinião). Mas, de verdade, não me lembro do que respondi na época. Tenho um amigo (o mesmo que eu citei no último post, que me presenteou com a frase sobre instintos) que diz que normalmente se sente como um "grande ouvido" em todas as relações que estabelece. Entendo perfeitamente o que ele quer dizer. Eu sou assim. Ouço muito o que é dos outros, falo pouco sobre mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem uma outra coisa que me dá um tremendo desânimo. É quando as pessoas fazem pouco caso das minhas referências. Uma música que me tocou profundamente, um filme que é para lá de especial para mim, ou ainda um texto que quase me levou às lágrimas. Mostro para alguém como se aquilo fosse realmente um presente e a pessoa nem liga. Fico para morrer e confesso que me torno vingativa nesses momentos. Faço questão de "não ligar" também para tudo aquilo que a pessoa me mostrar nos meses seguintes. Mesmo que suas referências sejam infinitamente boas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lição disso tudo eu não sei qual é. Mas agora, revendo o pouco que escrevi até aqui, acho que talvez seja isso o que me motiva a publicar textos neste blog. Mesmo sem fazer nenhum tipo de propaganda, acho que quem vem aqui (intencionalmente ou por acaso) me ouve de verdade. Aí o número de ouvintes, que no meu dia a dia se resume a três, sobe um pouco. E aqui eu posso fazer aquilo que mais odeio que as pessoas façam na vida real. Falar, falar e falar. Só sobre mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai uma música, para não perder o costume. É uma das minhas referências dos últimos tempos, que só posso dividir com quem me ouve de verdade. É antiga, mas é tão linda que acho que não tem data.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/UmH5s4snQRQ" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;I'll let you stay with me, if you surrender&lt;/i&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-4559145050949750364?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/4559145050949750364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=4559145050949750364&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/4559145050949750364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/4559145050949750364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2011/03/if-you-surrender.html' title='If you surrender'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/UmH5s4snQRQ/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-7437009106648956192</id><published>2011-03-07T18:37:00.002-03:00</published><updated>2011-03-07T18:42:42.262-03:00</updated><title type='text'>E se eu não ligasse?</title><content type='html'>Comecei a ouvir a música porque achei uma graça. E porque o nome dela é "What if".  E eu adoro qualquer pergunta que comece por aí. Então, como quem não queria nada, comecei a prestar atenção na letra. Lá pelo finalzinho, vem a pergunta que me fez começar a escrever este texto: "What if I didn't care, would you fall in despair?". Não há criatura no mundo que nunca tenha pensado nisso. Ou que também já não tenha passado por isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você gosta da outra pessoa e ela mal te dá bola. Ou faz coisas que não deveria fazer, ou não te faz feliz como deveria - complete aí como quiser. Você começa a olhar para os lados, percebe que talvez pudesse ser feliz de outra forma, tenta dar outro rumo para a vida e simplesmente passa a não ligar (e esse "ligar" não vem do verbo telefonar). Pronto, é o suficiente para essa outra pessoa te querer como nunca. E aí surge aquele pensamento recorrente (leia com aquela voz de sabedoria, como se fosse um ser superior): a gente só quer aquilo que não pode (ou acha que não pode) ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por muito tempo eu fui assim, só queria aquilo que não podia ter. Já deu para perceber como bati cabeça por aí. E eu nunca consegui entender a origem disso, dessa coisa tenebrosa de correr atrás daquilo que não te quer. O curioso é que o tempo vai fazendo a gente mudar - e eu nunca acreditava na minha mãe quando ela dizia isso. Hoje, só de perceber que alguém não está correspondendo à altura (e digo isso não só em relação a envolvimentos amorosos), eu sou a primeira a pedir para o trem parar porque eu quero descer. O problema é que acho que passei para o outro lado com muita vontade. Acho que fiquei tão calejada que qualquer coisa boba passou a ser um sinal de "não me quer". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre recorro às palavras de um amigo para não me sentir mal com essa minha incapacidade de compreender o que significam determinadas atitudes de outras pessoas. Uma vez ele disse que eu tinha que confiar nos meus instintos, pois a maior parte dos nossos erros acontece quando não confiamos neles. Costumo pensar nisso quando tenho que tomar decisões importantes. Mas o que eu não deixo de pensar, todos os dias, é que gostaria de me matricular em um bom curso de "treinamento de instintos". Alguém conhece?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue a música. É de uma cantora chamada Blubell (amei o nome). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/Eol6QId9jGg" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale prestar atenção às outras perguntas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-7437009106648956192?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/7437009106648956192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=7437009106648956192&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/7437009106648956192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/7437009106648956192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2011/03/what-if-i-didnt-care-would-you-fall-in.html' title='E se eu não ligasse?'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Eol6QId9jGg/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-367340044093666397</id><published>2011-01-11T02:16:00.015-02:00</published><updated>2011-01-11T14:10:21.048-02:00</updated><title type='text'>O primeiro beijo perfeito</title><content type='html'>Encontrei a minha cena de beijo preferida de todos os tempos. Tá que eu já falei de "Felicity" (a série daquela menina cabeluda) aqui uma vez e não foi há muitos posts. Mas eu peguei o último episódio de todas as temporadas passando hoje na TV por acaso. E lembrei que vem desse programa a minha ideia de primeiro beijo perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa entre eles é a seguinte: o cara está tentando convencer a menina de viajarem juntos, sendo que ele acabou de terminar o namoro com uma grande amiga dela e ela está pensando em viajar com o próprio namorado. Eles discutem ainda sobre um beijo que quase rolou alguns dias antes e como isso pode vir a ser um problema se decidirem cruzar o país juntos, nas férias que vão começar. Ele diz: "Isso só se tornou uma questão porque, naquele momento, a gente não se beijou. Virou uma grande pergunta não respondida". Ela diz que ele tem razão. Passam-se três segundos e, do nada, sem nem deixar um intervalinho de tempo para ela pensar, ele vai lá e (barulho de estalo de dedo) beija.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ele, o fator surpresa. É isso que faz desse beijo o meu preferido. Não existe nada melhor e mais meu amigo do que o fator surpresa. Porque são poucas as pessoas e as coisas que têm a capacidade de realmente me surpreender. E ser surpreendida é das coisas que eu gosto mais no mundo. Crianças, para mim, têm esse poder: dizem e fazem coisas inesperadas, em horas mais inesperadas ainda. Pensando agora, não deve ter sido à toa que escolhi trabalhar com elas, de alguma forma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, à medida que a gente vai crescendo, acho que vai também perdendo essa capacidade de surpreender os outros. Talvez a gente vá perdendo a autenticidade, não sei bem. E talvez isso explique por que, em algumas fases da minha vida, venho dando tantas chances aos meus impulsos. Pode ser uma tentativa de sair surpreendendo por aí. Mas impulsividade é assunto para outro texto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final das contas, eu me dou conta mesmo é de que não tenho tantas lembranças de beijos inesperados na minha longa (ou, dependendo do ponto de vista, pequena) existência. Os meninos adultos não são tão surpreendentes assim. E aí, como será que se resolve isso? Carnaval em Salvador? Ah, não, já passei por essa experiência, tinha esquecido. Resolve não. Na falta de uma resposta, acho que vou publicar este texto no blog e esperar para ver o que acontece depois. Vai que algo realmente acontece? Surpresas são imprevisíveis mesmo. Essa é a beleza da coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aí a cena. O beijo mesmo só acontece por volta de 1:57. Por que essa nova mania de vídeos? Ainda não descobri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1HEuLlyrSg0?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1HEuLlyrSg0?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;I wanted to do that for a long time&lt;/span&gt;. Melhor frase do mundo para se dizer depois. Até nisso o cara é bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-367340044093666397?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/367340044093666397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=367340044093666397&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/367340044093666397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/367340044093666397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2011/01/o-primeiro-beijo-perfeito.html' title='O primeiro beijo perfeito'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-371792758076625067</id><published>2010-09-07T22:12:00.004-03:00</published><updated>2010-09-07T23:16:42.466-03:00</updated><title type='text'>E se...</title><content type='html'>Por muito tempo eu quis escrever sobre um troço chamado "e se". É uma brincadeira que eu vivo fazendo comigo mesma. Funciona assim: você começa a se fazer um monte de perguntas, todas começando com "e se". Você pode completar os seus "e se" com possibilidades bobas, claro. Mas no meu caso nunca é assim. Está mais para: "E se eu largasse este emprego no mês que vem?"; "E se eu vendesse o apartamento, o carro e fosse embora?"; "E se eu decidisse que agora quero ter um filho?". A graça é imaginar que há uma infinidade de possibilidades na vida. A não-graça é que, muitas vezes, você não tem o menor controle sobre o que pode acontecer se resolver dar cabo ao seu "e se" do momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tomar uma das últimas atitudes drásticas da minha vida, tinha ouvido uma frase mais ou menos assim: "É preciso ter coragem para ser feliz". Foi em um programa de televisão. Comecei a chorar e achei que alguém estava me mandando uma mensagem. Aquilo se encaixava perfeitamente na minha brincadeira do "e se". Porque existem pessoas que ficam eternamente brincando. Ficam só na imaginação do que poderia acontecer, mas não têm a coragem de arriscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu falei no primeiro parágrafo que a não-graça do "e se" é a falta de controle sobre o que pode acontecer. Pois é, a vida tem disso. Quando a gente resolve dizer sim a uma dessas perguntas importantes, tem que aceitar que está quase como se jogando de um precipício. E pode ser mais doloroso do que se imagina. No meu caso foi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mundo está cheio de mensagens como essa da coragem para ser feliz. Há poucos dias, lendo a coluna de uma amiga, eu achei outra. Ela falava sobre o risco que é se dizer para alguém "eu te amo". Aí, um dos leitores comentou: "Acho que vale a pena correr o risco. Não dar certo é apenas uma das possibilidades. A outra… A outra é ser feliz!". Acho que vou retomar a minha coragem e ir logo ali me atirar do precipício de novo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-371792758076625067?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/371792758076625067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=371792758076625067&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/371792758076625067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/371792758076625067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2010/09/e-se.html' title='E se...'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-8104496357355911411</id><published>2010-02-23T04:08:00.005-03:00</published><updated>2010-02-23T04:27:03.855-03:00</updated><title type='text'>32 de março</title><content type='html'>Lembro do meu aniversário de 5 anos. É o primeiro que eu consigo me lembrar. Eu ia fazer 5 anos no dia 5 de março, e a associação foi imediata na minha ingênua cabecinha de criança: o dia do aniversário variava de acordo com a idade. Pô, 5 anos no dia 5. No ano seguinte, 6 anos no dia 6, claro. Quem haveria de discordar de tal brilhante conclusão? Não é mentira, não, juro que pensei isso. E agora acho curioso ter lembrado dessa história no ano em que faço 31. Penso que seria a minha última chance de ter uma idade que casasse com um dia do mês. Pois não existe um 32 de março. Nem nunca vai existir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que isso significa? Que estou velha para devaneios e deveria cair na real? Que os dias realmente nunca casam com as nossas idades e, se eu não aprender isso agora, a partir do ano que vem vou ter que aprender na marra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer 31 anos agora já me parece até moleza. Medo de fazer 32.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-8104496357355911411?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/8104496357355911411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=8104496357355911411&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/8104496357355911411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/8104496357355911411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2010/02/32-de-marco.html' title='32 de março'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-5440744963327818228</id><published>2008-10-26T08:53:00.003-02:00</published><updated>2008-10-26T09:10:23.397-02:00</updated><title type='text'>Sobre cheiros e defeitos</title><content type='html'>Depois de já ter morado com tantas pessoas diferentes na minha casa, descobri que o cheiro dessas pessoas também habita (ou habitava, já que quase todas foram embora) o apartamento. Só de passar por um armário que não é o meu, eu consigo sentir o cheiro da pessoa. E é engraçado como a gente perde a razão na hora de avaliar se ele é bom ou não. Se a gente gosta muito de alguém, o cheiro dessa pessoa se torna automaticamente bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma amiga que diz que começou a se interessar pelo namorado por causa do perfume que ele usava. É a eterna discussão de quem nasceu antes, o ovo ou a galinha. Ela gosta dele por causa do seu cheiro ou gosta do cheiro porque é dele? Eu aposto na segunda opção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que mais me intriga nesses devaneios é que sou incapaz de saber qual é o meu próprio cheiro. Acho que somos todos incapazes. Nem mesmo quando abro meu próprio armário tenho a real percepção. Talvez por isso eu relacione, com certa freqüência, os cheiros aos defeitos. A maioria das pessoas, acredito, não tem a real dimensão dos seus próprios defeitos. Mas tem a dimensão exata dos defeitos daqueles que estão próximos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes eu consigo me dar conta dos meus defeitos. É como um daqueles momentos em que pego uma roupa minha, cheiro e consigo sentir alguma coisa. É raro e passa rápido. Quem sabe eu não seria uma pessoa melhor se me concentrasse mais em sentir o meu próprio cheiro? Depois de muito treino, eu poderia partir com sucesso para a lista dos meus defeitos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-5440744963327818228?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/5440744963327818228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=5440744963327818228&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/5440744963327818228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/5440744963327818228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2008/10/sobre-cheiros-e-defeitos.html' title='Sobre cheiros e defeitos'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-60605153436251857</id><published>2007-10-02T02:03:00.000-03:00</published><updated>2007-10-02T02:54:08.051-03:00</updated><title type='text'>Abstinência de Felicity</title><content type='html'>Eu ia escrever um texto sobre cheiros, já tinha até meio que preparado. Mas vai ficar para a próxima. Estava em Los Angeles, andando meio sem rumo, e por acaso entrei naquela loja imensa de CDs, DVDs e milhares de outras coisas, a Virgin. Eu estava no meu último dia de viagem, não querendo voltar para o hotel. E, claro, parei para olhar os DVDs de séries.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que o texto de cheiros ficou para segundo plano. Encontrei, de primeira olhada na estante, uma série que adorava, mas que nunca acompanhava direito porque não conseguia memorizar os dias em que ia ao ar. Felicity. Por burrice só comprei a primeira temporada, que, óbvio, assisti toda em menos de uma semana. Agora sofro de uma crise de abstinência incrível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felicity é uma menina que muda drasticamente o rumo da sua vida por causa de um cara. Ou melhor, por causa de um texto que esse cara escreve para ela. Ela está se formando na escola e tinha tudo certo e preparado para ir para universidade de Stanford. No dia da formatura, num raro lapso de coragem, ela pede para o tal menino por quem é apaixonada, mas com quem nunca trocou mais do que duas palavras, escrever em seu yearbook (aquela tradição que só os americanos têm e conservam). E é o que ele escreve que faz ela se matricular não em Stanford, que fica do lado de casa, na Califórnia, mas sim numa universidade em Nova York, do outro lado do país. Porque era para lá que ele estava indo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A série é cheia de pequenas mensagens, que podem até parecer uma espécie de auto-ajuda, mas são bem melhores do que isso, acreditem. Talvez seja por esse motivo que eu esteja evitando colocar algumas das frases que ouvi nos episódios aqui. Elas podem passar uma impressão errada, se forem retiradas do contexto. Mas uma coisa é certa: eu amo Felicity não só pelas pelas mensagens que surgem nos meios diálogos, mas, principalmente, pelos silêncios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felicity é a primeira personagem de séries americanas que eu conheço que fica em silêncio. Que hesita. E são os momentos de silêncio dela que fazem com que eu me identifique ainda mais com tudo aquilo. Porque é aí que você percebe como, às vezes, podemos nos sentir incrivelmente sós, mesmo estando rodeados de um monte de pessoas. Porque eu tenho a impressão de que ela fica em silêncio porque ninguém seria capaz de compreender o que ela poderia querer dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso encontrar, urgentemente, alguém que entenda o que eu estou tentando dizer. Alguém que, de preferência, seja fã de Felicity. Para eu me livrar dessa sensação de solidão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-60605153436251857?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/60605153436251857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=60605153436251857&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/60605153436251857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/60605153436251857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2007/10/abstinncia-de-felicity.html' title='Abstinência de Felicity'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-5217148440819194504</id><published>2007-08-17T02:01:00.000-03:00</published><updated>2007-08-17T02:52:56.390-03:00</updated><title type='text'>Superpoderes</title><content type='html'>E se eu tivesse um superpoder? Na verdade, eu tenho um. Ok, dois. Eu consigo acordar na hora que preciso, mesmo sem despertador. Se for um compromisso realmente importante, que eu não quero perder de jeito nenhum, eu consigo acordar. E o segundo é que eu tenho um sexto sentido em relação às pessoas. Só de trocar uma ou duas palavras, ou, às vezes, só de olhar, eu consigo saber qual é a daquela pessoa. Se ela vai ser legal para mim, se ela está me enganando de algum jeito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles eu acho que é hereditário. Porque talvez tenha sido herdado pela minha sobrinha mais nova, a Caroca. Existe um encontro de família que ela, que acabou de fazer três anos, não consegue participar. Porque tem uma pessoa que ela não consegue nem olhar. Ela se agarra nos outros e tapa os olhos com as mãos, não quer nem saber. E eu acho que é porque ela tem esse mesmo tipo de sensação que eu tenho. A tal pessoa, que está sempre presente nesse encontro de família específico, não vai ser boa para ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos tempos, por causa da vida corrida, eu vinha desejando adquirir mais um superpoder: o do teletransporte. Ia facilitar um bocado a minha rotina. Ando pesquisando como se faz para conseguir. Ainda não descobri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas descobri que, assim como qualquer super-herói, eu também tenho minhas superfraquezas. A mais importante delas: quando estou contando algum fato muito importante para mim, algo que realmente marcou a minha vida, eu tremo. Não no sentido figurado. Eu tremo de verdade, como se estivesse com frio.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foram muitas as vezes em que passei por isso. Mas elas me marcaram de uma maneira tão intensa que agora, só de contar isso aqui, estou começando a sentir esse mesmo tipo de frio. Acho que vou colocar um casaco. Para não dar chance aos que não têm o superpoder do sexto sentido em relação às outras pessoas de sacarem qual é a minha ou o que é realmente importante para mim. Porque eu dou muita bandeira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-5217148440819194504?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/5217148440819194504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=5217148440819194504&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/5217148440819194504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/5217148440819194504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2007/08/superpoderes.html' title='Superpoderes'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-4954776208171914701</id><published>2007-07-09T20:08:00.000-03:00</published><updated>2007-07-10T22:24:49.482-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Infância'/><title type='text'>Eu queria voltar</title><content type='html'>&lt;p&gt;Eu descobri uma rádio. O nome é Atlântida FM e só pega depois que eu saio do Rebouças, em direção ao trabalho. Na Zona Sul, não pega de jeito nenhum. E mesmo quando pega, já quase perto do Centro, pega mal. Eu tenho que passar o &lt;em&gt;dial&lt;/em&gt; devagarinho porque pelo automático o rádio não pára nela. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O grande lance é que essa rádio só toca sucessos dos anos 70 e 80. E todas as músicas que ela toca me fazem viajar para a minha infância. E ali, naquela situação mais adulta do mundo, a caminho do trabalho, eu tenho vontade de chorar. Não que o trabalho não seja bom, aliás, ele é ótimo. Mas a angústia de ter virado adulta não some jamais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez nem seja o fato de ter virado adulta propriamente. Talvez seja a clara noção de que tudo aquilo que eu vivi não volta mais. Nunca mais. Tenho horror a pessoas que acham que suas infâncias foram as melhores do mundo. E que repetem "as crianças de hoje não têm a sorte que eu tive" ou "ser criança no meu tempo é que era bom". Eu não acho nada disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só acho que daria até um braço para voltar a ter a sensação de ter 9 anos e estar me preparando para a noitada da colônia de férias. Ou de já ter uns 15 e estar encontrando os amigos, em um primeiro dia de machané central. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu nem sou muito fã dele, mas umas frases do Rubem Alves se encaixariam aqui: "Os adultos querem andar para a frente. Progredir. Os poetas sabem que a alma não deseja ir para frente. A alma é movida pela saudade. A saudade não deseja ir para a frente. Ela deseja voltar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, eu não sou poeta. Mas eu também sei que a minha alma queria voltar. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-4954776208171914701?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/4954776208171914701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=4954776208171914701&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/4954776208171914701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/4954776208171914701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2007/07/eu-descobri-uma-rdio.html' title='Eu queria voltar'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-115026146286002581</id><published>2006-06-14T01:58:00.000-03:00</published><updated>2007-01-12T13:56:43.426-02:00</updated><title type='text'>Inveja</title><content type='html'>Eu tenho ótimas idéias à noite. E li uma ótima explicação na Superinteressante uma vez sobre isso. À noite, supostamente, sofremos uma baixa de uma certa substância no cérebro, que seria responsável pelos nossos julgamentos. Ou seja, a gente acha que está tendo ótimas idéias, mas na manhã seguinte conseguimos perceber que a maioria dos nossos devaneios da noite anterior eram enormes bobagens. Porque o cérebro, depois de horas de sono, se encarrega de repor a tal substância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, minhas idéias então não são ótimas. Além de perceber isso quando acordo, não consigo ter boas idéias à luz do dia. E passo a ter inveja de quem tem. E mais ainda de quem consegue colocar essas idéias em prática. Tenho odiado pessoas bem sucedidas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A inveja, aliás, é um sentimento muito estranho. Principalmente se ela aparece nos momentos em que você está pensando nos rumos bem sucedidos da vida de uma pessoa de que gosta muito. Metade do seu rosto sorri. Já a outra metade franze a testa, como se pensasse “que droga, eu queria ser essa pessoa”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ninguém admite, de fato, sentir inveja. Na entrevista de emprego, na entrevista publicada na revista, em qualquer situação da vida, quando a pergunta é “qual o seu maior defeito?”, a insossa resposta é “sou perfeccionista”. Ou, no máximo, “sou muito exigente comigo mesmo”. Uma única vez me perguntaram isso em uma entrevista de emprego. A vontade era de responder “tenho inveja de vez em quando”. Mas o que saiu foi “eu durmo além da conta, sinto muito sono”, e depois dei uma risadinha, como se estivesse brincando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estava brincando, não. O que eu queria dizer era que invisto muito no meu sono para ver se meu cérebro consegue repor, além da tal substância do julgamento, algum hormônio do bom senso. Para eu não sentir mais inveja de ninguém. Mas o dito cujo não tem tido muito sucesso nesse departamento. Maldito cérebro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-115026146286002581?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/115026146286002581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=115026146286002581&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/115026146286002581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/115026146286002581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2006/06/inveja.html' title='Inveja'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-114680328396816131</id><published>2006-05-05T01:21:00.000-03:00</published><updated>2006-06-24T10:35:16.463-03:00</updated><title type='text'>Miss Simpatia</title><content type='html'>É ele, o trabalho. Aquele que me faz ficar um tempão sem escrever por aqui. E que por isso mesmo vem a ser o assunto deste post. Vamos lá. Existem duas pessoas que devem voltar para casa, depois de um dia de trabalho, com uma tremenda dor de cabeça. Daniela Cicarelli e aquele menino do Shoptime, o Ciro Bottini.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já repararam na quantidade de vozes e caras diferentes que eles fazem a cada aparição na televisão? Eu já. E me dei conta de que todas as vezes que tive que fazer isso na vida, terminei o dia com uma dor de cabeça monstro. Daquelas que te impossibilitam até de ficar em um ambiente iluminado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É engraçado porque essa tentativa de ser simpático a todo custo é muito evidente no trabalho dos apresentadores de televisão, mas seres humanos comuns que trabalham em uma empresa cheia de empregados passam por isso o tempo todo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor exemplo é a pausa para o café, coisa que tenho feito várias vezes ao dia. Sempre que cruzo com as pessoas do trabalho nesse trajeto computador-café, tenho que inventar uma graça. Vale tudo: uma piscadinha, um sorriso, um aceno, um “olááá”... O grande problema é que, em uma redação de jornal, você acaba cruzando com as mesmas pessoas várias vezes ao dia. Chega uma hora em que, já não sabendo mais como ser simpática com o mesmo indivíduo 20 vezes, faço coisas ridículas como mostrar a língua. Sempre me arrependo depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, eu não chego ao extremo de ter dores de cabeça todos os dias. Só às terças-feiras, quando costumo passar mais tempo no jornal (é sério isso, tenho tido dores de cabeça todas as terças e não deve ser por acaso). Mas fica aqui um alerta: uma vez eu li em algum lugar que “fingir ser simpático deforma o rosto”. E eu tenho me achado muito estranha no espelho nos últimos tempos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-114680328396816131?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/114680328396816131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=114680328396816131&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/114680328396816131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/114680328396816131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2006/05/miss-simpatia.html' title='Miss Simpatia'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-114377619981219122</id><published>2006-03-31T00:28:00.000-03:00</published><updated>2006-04-01T13:02:16.703-03:00</updated><title type='text'>Domínio público</title><content type='html'>Ando muito sem tempo, como já deve ter dado para perceber, e minhas únicas referências para posts têm vindo da faculdade. Mas essa é boa, eu garanto. Pode continuar a ler. E tem muito a ver com algumas coisas que vivi nos últimos dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava lendo um texto sobre um filme do Resnais chamado “On connait la chanson”, algo como “Conhecemos a canção”. O autor explicava que o filme, uma comédia musical, trata principalmente das relações entre os personagens. Mas de repente, e isso acontece em vários momentos, esses mesmos personagens passam a refletir sobre eles próprios, suas vidas afetivas, suas relações com os outros e por aí vai. Nesses momentos de intimidade, em que estão sozinhos, os personagens não desenvolvem seus pensamentos falando, mas sim cantando – e as músicas só entram no filme nessas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que todas as canções escolhidas para esses momentos de intimidade são grandes sucessos na França e, por isso mesmo, muito conhecidas do público francês. Um espectador mais sensível, para o autor do texto, entraria em crise. Porque de cara perceberia que o que esses personagens achavam ser sua intimidade mais íntima era, no fundo, de domínio público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando sobre isso, esse autor diz que nossas emoções, sentimentos e segredos são moldados e modulados pelo outro. E todo mundo sabe que não poderia ser diferente, nós só vivemos em bando. O que me incomoda mesmo é essa mania que a gente tem de se comportar da maneira que os outros esperam que a gente se comporte. Tento fugir disso às vezes, mas “o que as pessoas vão pensar de mim” está no topo das paradas de sucesso da minha consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É estranho porque eu imaginava que as pessoas que já estivessem mais próximas do fim da vida, ou que pelo menos já contassem mais anos de vida do que eu, tivessem uma visão crítica desse assunto. Mas cada vez mais elas me provam o contrário. Eu queria mesmo é que um velhinho chegasse perto e dissesse que isso tudo é uma grande besteira. Que no fim da vida a gente percebe que o que valia mesmo era não ter se preocupado tanto com o pensamento alheio e ter feito mais o que desse na telha. Mas esse velhinho ainda não deu as caras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-114377619981219122?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/114377619981219122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=114377619981219122&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/114377619981219122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/114377619981219122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2006/03/domnio-pblico.html' title='Domínio público'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-114269652886506936</id><published>2006-03-18T12:35:00.000-03:00</published><updated>2006-07-20T14:39:10.826-03:00</updated><title type='text'>Curriculum Mortis</title><content type='html'>Descobri outra coisa muito difícil para mim: autopromoção. Sabe entrevista de emprego, daquelas que te perguntam por que você deveria ser contratado por aquela empresa? É quando eu tenho mais vontade de sair correndo. Tenho um professor no mestrado que sempre dá uma sacaneada nos Curriculua Vitae - descobri que esse é o plural de Curriculum Vitae. Peço licença para transcrever um trecho de uma fala dele sobre isso: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Somos todos forçados a mentir, ou, na melhor das hipóteses, a sonegar algumas informações, incorrendo na unilateralidade. Assim, o Curriculum Vitae deve ser capaz de induzir aqueles que o lêem a uma superestimação das nossas qualidades. Eu leio o meu e fico horrorizado comigo mesmo". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta do homem é boa. Diz ele que ao lado de todo Curriculum Vitae deveria constar um Curriculum Mortis. Seria algo como: Curriculum Vitae - "consegui meu primeiro emprego aos 18 anos, após passar por seleção pública em que obtive a nota desejável para desempenhar um cargo de extrema importância". Curriculum Mortis - "apenas três pessoas participaram da seleção e as atribuições deste cargo se resumiam a catalogar arquivos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo para dizer que eu não teria a menor dificuldade para preparar meu Curriculum Mortis. Aliás, eu até me animei quando ele trouxe o assunto durante um café. Mas pensando bem, o meu Curriculum Vitae, se analisado profundamente, traz à tona uma das minhas piores características: tenho pouca capacidade de ficar por muito tempo em um mesmo lugar porque tudo acaba me cansando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu currículo sempre chama a atenção das pessoas por ser extenso demais, por eu ter trabalhado em tantos lugares com tão pouca idade. Elas acham que isso é resultado de muita competência. Eu, no fundo, acho que é conseqüência de muita inconstância e dúvidas. É, talvez eu nem precise de um Curriculum Mortis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-114269652886506936?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/114269652886506936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=114269652886506936&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/114269652886506936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/114269652886506936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2006/03/curriculum-mortis.html' title='Curriculum Mortis'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-114002857021373973</id><published>2006-02-15T16:20:00.000-02:00</published><updated>2006-03-13T20:11:19.996-03:00</updated><title type='text'>O assunto da semana</title><content type='html'>Sabe quando você escuta falar de um assunto pela primeira vez e ele te persegue por dias? Por exemplo: um escritor. Você lê sobre ele em algum lugar e dois dias depois alguém puxa um assunto sobre o sujeito com você. Do nada. E de repente você vê o cara na televisão dando uma entrevista. Do nada. É o universo conspirando para que aquele seja o assunto da semana para você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, o meu assunto da semana não é novo, mas eu me peguei pensando nele e nesses últimos dias, em duas situações diferentes, alguém bateu na mesma tecla perto de mim. Do nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, descobri que sou uma pessoa nada preparada para aceitar críticas. “Aquele seu texto estava muito, muito ruim...”. “Esse seu artigo ainda não está legal para entrar no livro”. Putz, mas aquele meu texto foi o que mais teve comentários no blog. E eu passei dois dias inteiros no tal artigo, que, diga-se de passagem, ficou muito melhor que o do fulano...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É isso. Eu não consigo ouvir uma crítica sem rebater de pronto. Pelo menos mentalmente, quando não consigo devolver uma resposta verbal na cara da pessoa. Isso quase sempre acontece: formulo respostas que são ouvidas só por mim. E nessas horas elas vêm acompanhadas de uma sensação de derrota indescritível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que nada disso seria uma grande questão se as críticas positivas também não fossem um problema. “O seu trabalho estava ótimo. Você conseguiu como ninguém reunir as principais idéias dos autores”. Meu trabalho? Você só está dizendo isso porque os relatórios feitos pelos outros devem ter sido muito ruins... Não sei o que fazer até o mundo entender as minhas oscilações de segurança/insegurança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-114002857021373973?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/114002857021373973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=114002857021373973&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/114002857021373973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/114002857021373973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2006/02/o-assunto-da-semana.html' title='O assunto da semana'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-113915128256712157</id><published>2006-02-05T12:48:00.000-02:00</published><updated>2006-02-07T14:01:41.743-02:00</updated><title type='text'>Sacrifícios</title><content type='html'>Levanta a mão aí quem nunca teve que se submeter a uma série de sacrifícios para o relacionamento fluir. Sacrifício é uma palavra forte, eu sei, mas não encontrei outra. Talvez concessão. Eu penso muito nisso, principalmente quando sou eu que tenho que fazer concessões. Sempre chego à conclusão de que se você não está se sacrificando, a outra pessoa do relacionamento está. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo bobo, mas real. O Cabaret Kalesa, da Praça Mauá, tem um telão com uma quantidade infinita de musicais. Eu sou viciada em televisão, filmes e por aí vai. Mais do que isso: sou fanática por musicais, com muita gente dançando e cantando ao mesmo tempo. O meu par não é nem um pouco. E quando me flagrou assistindo aos musicais, em vez de realmente dançando na pista com ele, jogou na minha cara: “você é mesmo uma viciada. Não consegue desgrudar da tela”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como assim? Eu só queria ver o Fred Astaire e a Judy Garland. Isso não é crime! Mas agora eu teria que passar a noite ignorando o telão. Se não o fizesse, o sacrificado seria ele, que teria que agüentar uma namorada fingindo dançar e fazendo comentários sobre “A star is born”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curioso é que o ser humano, depois de se submeter a determinado sacrifício em um relacionamento, tem sede de vingança. Ou melhor, quer que o amado se sacrifique também para ver como é bom. A minha resposta ao comentário que me impediu de prestar atenção ao telão foi acender um cigarro. E ele odeia com todas as forças que eu fume... Não tem jeito. Nenhum de nós está mesmo preparado para sair do jardim-de-infância.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-113915128256712157?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/113915128256712157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=113915128256712157&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/113915128256712157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/113915128256712157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2006/02/sacrifcios.html' title='Sacrifícios'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-113800166889936295</id><published>2006-01-23T05:24:00.000-02:00</published><updated>2006-02-06T00:00:00.260-02:00</updated><title type='text'>Macaca de auditório</title><content type='html'>A sensação é muito esquisita, mas me persegue há anos. É tão presente que eu consegui achar um nome perfeito. Chama-se sensação “macaca de auditório”. Às vezes encontro pessoas que entendem de primeira o que eu quero dizer. São aquelas que sofrem desse mesmo mal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Funciona assim: suas amigas acabaram de se desentender na mesa do bar e ficou um climão? Você precisa enfrentar pai-e-mãe-que-mal-se-cumprimentam em um mesmo recinto? Seu namorado está de mau humor? Vamos lá, pegue o seu pom-pom e dê uma de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;cheerleader&lt;/span&gt;. Sua obrigação é animar todo mundo e acabar com caras enfezadas. A verdade é que ninguém mandou você animar ninguém, mas você se sente na obrigação mesmo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditem, é exaustivo. Tem horas que me pergunto por que não consigo ser a pessoa que fecha a cara e espera ser animada por terceiros. Ou a pessoa que vê uma cara amarrada e deixa por isso mesmo. Eu juro que ando treinando, mas geralmente não passo dos 5 minutos. É o tempo que consigo me segurar até inventar um novo assunto, fazer graça com o que acabou de acontecer (mesmo que não tenha graça nenhuma), ou contar qualquer história patética da minha vida. Tudo para tentar reverter a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tão ridículo que eu acabo de me dar conta que desenvolvi técnicas para acabar com climas ruins. Mas deixo claro que tenho plena consciência dos momentos em que visto o personagem “macaca de auditório”. E eles contam pontos. Só não sei o que vou fazer quando alguém bater um recorde e o meu pote transbordar. Provavelmente, vou vestir o personagem “menina boazinha” e tentar esquecer. Meu caso de múltiplas personalidades é mesmo muito sério.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-113800166889936295?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/113800166889936295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=113800166889936295&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/113800166889936295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/113800166889936295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2006/01/macaca-de-auditrio.html' title='Macaca de auditório'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-113699071634041077</id><published>2006-01-11T12:23:00.000-02:00</published><updated>2006-03-13T18:37:34.040-03:00</updated><title type='text'>Sobre os judeus</title><content type='html'>Há muito tempo, eu vi um episódio do Seinfeld em que um cara, depois de ter se convertido ao judaísmo, se sentia muito à vontade para contar piadas de judeu. Se ele já fazia parte do povo, tinha todo o direito. Assim, eu agora também me dou o direito de falar sobre os judeus. Até porque eu já nasci uma. Então, vamos lá. Vou falar das manias judaicas mais curiosas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso já aconteceu uma centena de vezes: estou passeando com o meu namorado e encontro um judeu conhecido. Depois de um tempo, ele me pergunta de onde conheço a tal pessoa. A resposta quase sempre é “ah, sei lá, como eu vou te explicar? Ele é judeu...”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que aparece algum judeu famoso, nós, judeus, nos cutucamos e comentamos com quem está do lado: “esse cara é judeu!”. Não à toa, há uma pá de livros espalhados pelo mundo com títulos como “Os 100 judeus mais famosos da História”. Tem um na estante da casa da minha irmã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só os judeus vão ao delírio em certas cenas de filmes do Woody Allen. Eu, por exemplo, adoro o bar-mitzva temático de “Desconstruindo Harry”. Venho descobrindo, quanto mais amigos que não são judeus aparecem na minha vida, que tem muita gente por aí que não curte tanto Woody Allen. E eu nem sabia disso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando alguém da comunidade aparece com namorado ou namorada novos - e essa fofoca está rolando em um grupo de judeus - sempre tem um indivíduo que pergunta: “é judeu?”. Aliás, só nós, judeus, usamos essa palavra “comunidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazemos questão de saber nome e sobrenome quando alguém que não é judeu diz: “conheci um judeu outro dia”, ou “eu já tive uma namorada judia!”. Porque nossos sobrenomes impronunciáveis são muito mais importantes que os nossos primeiros nomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoramos falar em hebraico entre nós para que os outros não entendam. Nossos avós fazem isso em ídish. Minha avó se aproveita dessa artimanha direto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes com temática judaica em cartaz são sucesso garantido na comunidade. Não importa se são péssimos. Todo mundo vai assistir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia ficar o dia todo aqui lembrando dessas peculiaridades. Mas depois de tudo isso, eu só consigo pensar em uma coisa. Aliás, estou me coçando de vontade de falar desde que comecei esse texto. Sabe o Seinfeld, que eu falei lá em cima? Pois é, ele é judeu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-113699071634041077?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/113699071634041077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=113699071634041077&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/113699071634041077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/113699071634041077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2006/01/sobre-os-judeus.html' title='Sobre os judeus'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-113676015374865028</id><published>2006-01-08T20:36:00.000-02:00</published><updated>2006-01-17T14:14:06.566-02:00</updated><title type='text'>Vergonhas</title><content type='html'>Eu tenho umas vergonhas muito engraçadas. Por exemplo, eu tenho vergonha de entrar em uma farmácia só para me pesar e não comprar nada. Outro dia, passando por uma no Leblon, lembrei que precisava de um desodorante novo. Ótimo, era a desculpa perfeita. O plano era pegar o desodorante, pagar e, no fim de tudo, dar uma passadinha pela dita cuja. Mas enquanto esperava o moço passar o cartão, dei um espirrão inesquecível. O cara, talvez mais sem graça do que eu, pegou um lenço de papel e soltou: “toma, a senhora está precisando...”. Não preciso contar que nem me pesei depois disso. Assinei o papel do cartão e saí correndo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da série “minhas vergonhas”, ainda existem outras um pouco esquisitas. Por exemplo, eu morro de vergonha de aceitar dinheiro dos meus pais. Eu classifico essa vergonha como esquisita porque muita gente me diz que essa preocupação é uma grande bobagem. Mas uma bobagem pela qual eu, agora mestranda e dependente de uma bolsa miserável, tenho passado com certa freqüência. O pior é que quase nunca preciso pedir. Eles estão sempre oferecendo, cientes da minha nova condição de adulta que não tem mais como se sustentar. É terrível. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Acho que esse é o meu ponto mais fraco no momento. O dinheiro. E às vezes eu me martirizo por essa última escolha da minha vida. O mestrado. Só duas coisas costumam atenuar a sensação ruim. A primeira é quando vejo amigos dando plantão no jornal em fins de semana de sol. A segunda é quando descubro outras pessoas da minha idade que ainda precisam da ajuda financeira dos pais. No fim das contas, percebo que não sou um ser superior, como gostaria de ser, e posso me sentir mais leve com a desgraça alheia. Disso eu também tenho vergonha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-113676015374865028?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/113676015374865028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=113676015374865028&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/113676015374865028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/113676015374865028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2006/01/vergonhas.html' title='Vergonhas'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-113656326809745880</id><published>2006-01-06T13:54:00.000-02:00</published><updated>2006-03-11T17:11:26.610-03:00</updated><title type='text'>Sobre o casamento</title><content type='html'>Lembro que uma vez, eu devia ter uns 23 anos e tinha acabado de terminar um namoro, minha mãe me disse que eu ainda tinha uns dois bons anos pela frente para achar alguém e aí sim me casar. Ela fez isso na melhor das intenções, acreditem, mas o problema é que agora me dou conta que estou na porta dos 27 e não me casei com ninguém. Pelas contas dela, a essa altura eu já teria entrado em algum templo vestida de branco, ladeada pelos meus sobrinhos e sobrinhas como pajens e damas de honra da cerimônia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, eu estou fugindo dos planos da minha mãe. E não tenho coragem de contar isso para ela, apesar de ter uma leve desconfiança de que ela já se deu conta disso há muito tempo. Continuo com o meu velho discurso de “a gente só tem que tentar ser feliz, da maneira que for”, mas admito que nem eu, em certos momentos, acredito muito nessa frase. Será que o que eu chamo de felicidade vai me fazer feliz no fim de tudo? Ou a felicidade seria já ter me casado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se estou infeliz solteira, com várias amigas já casadas e muitas outras com filhos? Não, mas acho isso tudo muito chato. Até porque ninguém está ficando mais novo por aqui e faltam só dois meses para o meu próximo aniversário. Aí fico me perguntando se os planos da minha mãe não seriam os meus próprios planos, que eu, sem perceber, coloquei em um embrulho com a etiqueta “o que a mamãe queria para mim”. Mas continuo com a sensação de que ainda prefiro me arriscar por aquilo que eu chamo - ou acredito ser - felicidade no momento. E esse assunto só volta a ser discutido quando eu chegar aos 30.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-113656326809745880?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/113656326809745880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=113656326809745880&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/113656326809745880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/113656326809745880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2006/01/sobre-o-casamento.html' title='Sobre o casamento'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-113561398512419586</id><published>2005-12-26T14:12:00.000-02:00</published><updated>2006-02-15T00:41:28.256-02:00</updated><title type='text'>Sobre o choro</title><content type='html'>Sabe quando alguém pisa no seu pé e você chora? E chora preto porque o rímel não foi seu amigo e resolveu ceder na hora em que você mais precisava ser discreta? Dá até vontade de rir... Mas isso é normal. Não, não é normal chorar porque você levou uma pisada no pé. Normal é chorar porque a noite até então tinha sido uma desgraça e um pisão foi suficiente para desencadear o processo do choro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre tento dar uma disfarçada nesses momentos. Uma amiga me disse uma vez que eu fico linda até chorando. Mentira, ninguém fica lindo chorando. Mas eu consigo, em alguns casos, chorar sem sequer alterar a expressão do meu rosto. Daí eu olho para o lado, finjo que estou coçando os olhos - só para enxugar as lágrimas - e fica por isso mesmo. Bom, só não fica por isso mesmo quando você percebe que seus dedos estão pretos por causa do rímel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém acha, como eu, que chorar é uma das atividades mais esquisitas do ser humano? É muito estranho que um sentimento ou uma sensação (e apenas um sentimento ou uma sensação) possam causar uma alteração física tão visível. Qual é a relação que se estabelece entre a tristeza e um olho cheio d´água? Sei não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca li nada científico a respeito do choro, mas uma vez me surpreendi com uma dessas afirmações mais sonhadoras sobre o assunto. Não era nada de “chorar lava a alma” ou “chorar faz bem para a pele”. Acho que foi num livro do Roland Barthes, em que ele dizia que a gente chora quando um sentimento não cabe mais no nosso corpo. Às vezes falta espaço para tamanha alegria ou determinada tristeza. E aí elas transbordam em forma de lágrima. Não sei por que, mas isso costuma me confortar quando eu choro. Principalmente quando eu choro preto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-113561398512419586?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/113561398512419586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=113561398512419586&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/113561398512419586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/113561398512419586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2005/12/sobre-o-choro.html' title='Sobre o choro'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-113535861781965434</id><published>2005-12-23T15:10:00.000-02:00</published><updated>2006-02-14T17:23:55.773-02:00</updated><title type='text'>Gangorras e afins</title><content type='html'>Eu nunca consegui acreditar que duas pessoas pudessem se amar com a mesma intensidade em um mesmo relacionamento. Tem sempre alguém que gosta mais, não tem jeito. A situação até se inverte em certos momentos e quem gostava menos pode passar a gostar mais. O desequilíbrio, no entanto, sempre existe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por isso eu seja aquela louca que se põe a analisar casais, principalmente os que eu conheço há pouco tempo, medindo a quantidade de coisas legais que um fala para o outro na minha frente, quantas vezes eles aparecem sozinhos em programas em que eu estou e quem gruda mais em quem. Eu sou um horror... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andei pensando nesse assunto porque resolvi jogar fora algumas das 568 revistas encalhadas da minha estante e abri uma Caras, que tinha como capa o casamento da Eliana, aquela apresentadora. Antes que me joguem pedra por eu comprar Caras, deixo claro que muitas delas vêm da casa da minha irmã. Mas eu adoro. Enfim, o que me chamou mais atenção na entrevista dela e do "recém-marido" foram algumas das respostas. Notem bem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Agora, quais são as suas expectativas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Eliana:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Já nos conhecemos há nove anos, namoramos há um e moramos juntos há seis meses. Além de muito amor, nossa relação é baseada no companheirismo e na amizade, o que é muito importante. A cada dia tenho a certeza de que Du é o homem ideal para mim, gosta das mesmas coisas como eu, é extremamente organizado, delicado. Está sendo muito bacana.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Eduardo:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Vai ficar mais incrível ainda. A Li é a mulher da minha vida!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora me diz. Quem gosta mais de quem? Ela dá uma enorme enrolada falando de datas para depois dizer que o cara é “organizado” e que “está sendo muito bacana”. Já ele, não precisa nem pensar duas vezes e manda logo na lata: “a Li é a mulher da minha vida”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa foi fácil. Difícil mesmo é quando a relação que você se propõe a analisar é a sua. Recomendo não ficar pensando nisso por muito tempo. Você começa a sonhar com gangorras, montanhas-russas e por aí vai. Tudo no melhor estilo altos e baixos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-113535861781965434?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/113535861781965434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=113535861781965434&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/113535861781965434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/113535861781965434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2005/12/gangorras-e-afins.html' title='Gangorras e afins'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-113519553003832125</id><published>2005-12-21T18:01:00.000-02:00</published><updated>2006-03-11T17:04:08.203-03:00</updated><title type='text'>"If God had a name, what would it be"</title><content type='html'>Eu costumo não acreditar em Deus. Digo isso para as pessoas e as reações são as mais variadas. Vão desde “você está se afastando muito da religião” (minha mãe) até “é impossível não acreditar em Deus” (meu namorado). Mas é sério, se eu acreditasse em Deus, acho que teria que acreditar também em vida após a morte – e eu também não acredito em vida após a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O engraçado é que me peguei outro dia toda emocionada porque consegui ver um episódio de “Joan of Arcadia” desde o comecinho. Para quem não sabe, sou viciada em televisão, sou louca pelas séries da Sony e descobri que adoro “Joan of Arcadia”. É sobre uma menina de 16 anos que conversa com Deus. E ele aparece para ela nas mais variadas formas: pode ser um cara lindo que ela dá em cima ou uma velha rabugenta do refeitório da escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que a melhor sacada de quem produz essa série é a música da abertura. “One of Us”, da Joan Osborne, cujo refrão é assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;What if God was one of us&lt;br /&gt;Just a slob like one of us&lt;br /&gt;Just a stranger on the bus&lt;br /&gt;Trying to make his way home   &lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde eu quero chegar com toda essa conversa? Sei lá, acho que a vida seria mais divertida se a gente não se importasse tanto em "acreditar em Deus" e tivesse a liberdade de imaginar a figura em lugares inusitados, por aí, disfarçado de menino-gatinho ou velha rabugenta. Mas tenho que confessar que outro dia me peguei rezando dentro de um avião em turbulência. Só me lembrem de não contar isso para minha mãe ou para o meu namorado porque aí eu seria taxada de incoerente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-113519553003832125?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/113519553003832125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=113519553003832125&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/113519553003832125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/113519553003832125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2005/12/if-god-had-name-what-would-it-be.html' title='&quot;If God had a name, what would it be&quot;'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-113518415580495160</id><published>2005-12-21T14:45:00.000-02:00</published><updated>2005-12-21T18:12:41.080-02:00</updated><title type='text'>A volta</title><content type='html'>Ficar presa em casa, esperando o homem que vai consertar o aquecedor, tem dessas coisas. Você senta no computador, olha o antigo blog e começa a brincar de mudar templates só para ver como fica. Daí descobre que gostaria de publicar antigos textos que foram apagados. E não demora muito e vc logo sente vontade de escrever outras coisas e publicá-las também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica em casa esperando o homem do aquecedor para você ver o que te acontece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-113518415580495160?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/113518415580495160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=113518415580495160&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/113518415580495160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/113518415580495160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2005/12/volta.html' title='A volta'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-111582559370220725</id><published>2005-05-11T16:28:00.000-03:00</published><updated>2005-12-21T14:23:41.503-02:00</updated><title type='text'>A novidade</title><content type='html'>Ela não sabia se casava ou se comprava uma bicicleta. Levou tanto tempo para se decidir que não deu outra: alguém, no meio do caminho, decidiu por ela. Findo o quase-casamento, a moça achou que era hora de optar pela bicicleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi muito fácil. Quatro visitas a quatro lojas diferentes, várias contas para ver se o brinquedo cabia no orçamento, diversas bicicletas alugadas pela Lagoa para ver se a atividade realmente valia a pena e por aí vai. Isso porque ainda teria que dar um jeito do bicho entrar no carro depois de comprá-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha que decidir a marca, a cor, se ia ter marchas, os acessórios... Tudo conspirava para que a tarefa fosse extremamente trabalhosa. Foi muito tempo gasto só pensando, pensando e pensando. Mas a verdade é que aquilo parecia ser necessário. Entrou na loja e comprou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De necessária, a brincadeira passou a ser interessante. Do interessante ao "quero um pouco mais amanhã", foi um pulo. E agora ela sente até um certo frio na barriga quando imagina a vida sem essa novidade. Sorte a dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-111582559370220725?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/111582559370220725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=111582559370220725&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/111582559370220725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/111582559370220725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2005/05/novidade.html' title='A novidade'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-111127153851153519</id><published>2005-03-20T00:34:00.000-03:00</published><updated>2006-01-24T19:55:37.586-02:00</updated><title type='text'>Rol de namorados</title><content type='html'>Eu estava há muito tempo atrás de um certo livro. Não conseguia lembrar nem o nome da autora, só sabia mesmo o título. Depois de duas ou três tentativas frustradas, achei um no fundo de uma estante de uma livraria de um aeroporto. Mas enquanto eu esperava na fila do caixa, pensei que poderia estar me precipitando. Eu tinha que gastar pelo menos mais 10 minutos para ver se o tal livro realmente valia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo 1: "Estou acostumada a organizar as lembranças da minha vida em torno de um rol de namorados e de livros. Os diversos relacionamentos que tive e as obras que publiquei são as referências que marcam minha memória, transformando o ruído informe do tempo em uma coisa ordenada."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, menos de um minuto foi necessário. Eu também sou capaz de organizar minhas memórias através de namorados. "O ano em que isso aconteceu era 1997 porque eu namorava fulano" ou "aquilo outro foi em 99 porque eu estava ficando com beltrano". Isso é recorrente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso tudo me levou a uma outra conclusão. Meu gosto musical também está diretamente ligado aos meus relacionamentos. Cada um trouxe uma novidade para o meu cardápio musical. E, por isso, eu sei exatamente quando algumas das minhas preferências musicais passaram a existir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, "Men at Work" fez parte de uma fase 1995. No ano de 2001, surgiram "REM" e "George Harrison". Em 2002, "U2" e "Dave Matthews Band". E por aí vai. Mas eu sei que nunca consegui engolir "Pink Floyd", apesar desses caras terem tentado entrar umas três vezes na minha vida. A primeira vez em que eles apareceram foi uma época tão ruim que eu acho que sou incapaz de digerir pérolas como "Dark Side of the Moon". Aliás, eu nem sei se é "Dark Side of the Moon" ou "The Dark Side of the Moon". Uma pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-111127153851153519?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/111127153851153519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=111127153851153519&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/111127153851153519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/111127153851153519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2005/03/rol-de-namorados.html' title='Rol de namorados'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-110616932505278561</id><published>2005-01-19T17:53:00.000-02:00</published><updated>2005-12-21T14:32:55.470-02:00</updated><title type='text'>O que eu vou ser quando crescer</title><content type='html'>Eu era a única criança da escola que não sabia o que queria ser quando crescesse. Existiam aquelas criaturas que queriam ser coisas quase impossíveis, tipo jogador de futebol ou astronauta. Eu achava isso ridículo. Sim, já nasci com um senso crítico aguçadíssimo e ainda não sei como me livrar desse carma em certos momentos da vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda tinha uma amiga que desde que completou três anos já tinha certeza que queria ser jornalista. "Jornalista de economia", ela deixava bem claro. Eu também não podia deixar de achar aquilo esquisito. Nunca consegui me identificar com nada que era oferecido. Jornalismo, aliás, nunca apareceu na minha lista de possíveis carreiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu virei uma jornalista. Para o meu analista, a explicação é óbvia. Eu tenho uma certa mania de querer descobrir verdades. Na época em que escolhi a carreira, a obsessão girava em torno dos meus pais, que me contavam as mesmas histórias, cada um com sua versão. Acreditem, eram versões completamente diferentes para os mesmos acontecimentos. Um bom chute, eu acho, mas é bem papinho de analista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos dias tenho experimentado a mesma sensação do ano do vestibular. As pessoas não se cansam de me perguntar para onde eu vou. Antes disso, fazem questão de arregalar os olhos quando eu digo que pedi demissão. O discurso está pronto e é rápido: "vou fazer mestrado". Não gosto nem de dizer a área para não me alongar muito no assunto. Tinha vontade mesmo de mandar: "Para onde eu vou? Para casa. Pensar nas milhões de possibilidades de profissões que o mundo oferece". Mas eu tenho que manter uma certa aparência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-110616932505278561?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/110616932505278561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=110616932505278561&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/110616932505278561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/110616932505278561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2005/01/o-que-eu-vou-ser-quando-crescer.html' title='O que eu vou ser quando crescer'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-110503506419364554</id><published>2005-01-06T14:38:00.000-02:00</published><updated>2005-12-21T14:24:36.863-02:00</updated><title type='text'>O relacionamento dos outros</title><content type='html'>Eu tenho a estranha mania de me espelhar no relacionamento dos outros. Não sei muito bem como explicar (e acho que não é nem bem "me espelhar"), mas isso é recorrente. Se o namoro está em crise, quase no fim, começo a pensar em todos os namoros que conheço que já terminaram e recomeçaram. Ao mesmo tempo, se o relacionamento vai muito bem, começo a pensar em todo mundo que eu achava que se dava muito bem e terminou de uma hora para outra. Ou todo mundo que estava tão bem que até casou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se não me bastasse recorrer à realidade, valem até casais da ficção. Novelas, filmes, livros... No momento, o foco está nas idas e vindas de um casal do "Budapeste", do Chico Buarque. Mas os casais de "Sex and the city" também são sempre lembrados. São pensamentos do tipo: "ah, se ela fez essa merda e eles ainda estão juntos, ainda posso ter esperanças".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico tentando imaginar de onde vem essa mania esquisitíssima. Afinal, em momentos de lucidez, eu consigo até me concentrar e perceber que cada história é uma história. E que o que acontece com os outros, muito provavelmente, não vai acontecer comigo. Mas no meio de uma conversa com a minha mãe, há uns dias, ouvi a seguinte pérola: "Mas veja aquele casal de conhecidos. Eram namorados, terminaram, voltaram e agora estão casados!". Ela queria dar a entender que isso também poderia acontecer comigo. Ainda levo em consideração a hipótese disso ser genético.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-110503506419364554?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/110503506419364554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=110503506419364554&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/110503506419364554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/110503506419364554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2005/01/o-relacionamento-dos-outros.html' title='O relacionamento dos outros'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-110503865986788678</id><published>2005-01-03T17:09:00.000-02:00</published><updated>2005-12-21T14:24:58.466-02:00</updated><title type='text'>O timing nosso de cada dia</title><content type='html'>Tenho que admitir que perdi o &lt;em&gt;timing&lt;/em&gt; de muitas coisas na vida. Ando não sabendo a hora certa de reclamar, por exemplo. Tem sido sempre assim: no momento em que sai a última palavra da reclamação, vem aquela sensação de "o meu bom senso pediu as contas e foi embora". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o &lt;em&gt;timing&lt;/em&gt; de contar segredos? Andava estragando tantas surpresas que passei a pedir a todos que não me revelassem segredos de nenhum tipo. Um desses furos foi quando contei pra um amigo que a noiva dele usaria uma camisola especial na primeira noite de lua-de-mel. Ok, não foi dito tão na lata assim, mas de alguma forma eu dei a entender e ele captou de primeira. A sensação foi esquisitíssima e eu, por um instante, achei que era capaz de fazer o tempo voltar para consertar aquilo. Achei mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;timing&lt;/em&gt; dos livros, eu já perdi de vista. Quase não tenho lido, mas consegui devorar 580 páginas de um tijolo nos três últimos dias. Fui incapaz de cultivar uma boa leitura ou de me desgrudar do livro para dar atenção a outros. Isso porque eu ainda não falei no &lt;em&gt;timing&lt;/em&gt; do sono, da arrumação da casa, das compras... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado é que eu adoro essa expressão timing. Aliás, eu adoro expressões em inglês que se relacionem com a palavra &lt;em&gt;time&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Take your time&lt;/em&gt; é a que eu mais gosto. Pegue o seu tempo, leve o tempo que precisar, use o seu tempo pelo tempo que quiser. Eu gostaria de levar o tempo que quisesse até conseguir consertar esse meu descompasso com o mundo. Talvez eu só esteja esperando ouvir das pessoas "&lt;em&gt;take your time&lt;/em&gt;", em vez de "o seu &lt;em&gt;timing&lt;/em&gt; está em desacordo". Ou talvez eu esteja sendo autêntica pela primeira vez na vida. Como se disesse: "Sinto muito, mas essa pessoa com &lt;em&gt;timing&lt;/em&gt; desajustado sou eu mesma".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-110503865986788678?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/110503865986788678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=110503865986788678&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/110503865986788678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/110503865986788678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2005/01/o-timing-nosso-de-cada-dia_03.html' title='O timing nosso de cada dia'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-110089022904651871</id><published>2004-11-19T15:33:00.000-02:00</published><updated>2006-03-11T17:15:31.170-03:00</updated><title type='text'>Mulherzinha</title><content type='html'>Em quase todas as minhas relações, acho que sempre assumi uma posição um tanto masculina. Não pensem bobagem, eu explico. Todo mundo diz que são as mulheres que a-do-ram discutir a relação, que são as mulheres que a-mam fazer uma cena de ciúmes e que são as mulheres que i-do-la-tram os homens que choram na frente delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca curti muito esse tipo de coisa. A verdade é que eu sempre tive muito medo de incomodar. Eu detesto sentir que estou incomodando as pessoas. Acordar um namorado no meio da noite para dizer que não estou bem? Puxar alguém pelo braço para contar meus problemas? Eu até posso fazer isso, mas vou pedir muitas desculpas antes, durante e depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso se reflete até na análise. Minha ansiedade por pedir desculpas ao analista é tamanha que eu sempre pergunto, no final das sessões, se aquele é o dia de pagar. Um adendo: eu só tenho que pagar de duas em duas sessões. Mas a minha consciência pesa tanto por fazer aquele homem ouvir minha ladainha por uma hora inteira, que eu sempre acho (de verdade) que todo dia é dia de pagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho que confessar que o meu lado mulherzinha às vezes se manifesta. Muito raramente ele sai de algum lugar escondido. E aí faço coisas que nem eu sei explicar de onde tirei. Tudo aquilo que a Josy masculina abomina, para ser mais específica. Ainda tô para descobrir qual dessas é a Josy de verdade. Se alguém tiver uma pista...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-110089022904651871?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/110089022904651871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=110089022904651871&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/110089022904651871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/110089022904651871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2004/11/mulherzinha.html' title='Mulherzinha'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-110019280307516007</id><published>2004-11-11T14:20:00.000-02:00</published><updated>2005-12-21T14:26:05.413-02:00</updated><title type='text'>5 minutos</title><content type='html'>Eu estava enrolada. Fui tentar uma prova importante aí e me vi perdida entre livros que tratavam de assuntos totalmente novos para mim. Achei que tinha dado conta do recado. Até a hora em que a prova terminou e eu não tinha passado todas as minhas respostas a limpo. Elas estavam legais no rascunho, mas na prova que eu entreguei me pareceram incompletas, já que tive que resumir quase tudo em 5 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isso, vários pensamentos. O primeiro: qual o sentido de não poder consultar livros em provas? Alguém aí pode me apontar algum momento da vida real em que a gente não possa consultar livros, anotações ou internet? Li um monte de textos que criticavam exatamente esse tipo de avaliação, que é capaz de medir apenas a sua capacidade de memorização. Bom, isso foi só para desabafar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo pensamento diz respeito à minha incapacidade máxima de passar a limpo quase tudo na minha vida. Tudo é um enorme borrão. Não consigo tomar decisões, não consigo me livrar do que não gosto e não consigo agradar a quem realmente gosto. Tenho vontade de pedir pelo menos uma hora a mais de prova para consertar todos esses estragos. Mas a moça que tomava conta do teste me disse: "Não gosto de fazer o papel da repressão, mas não posso esperar mais do que 5 minutos". É isso aí. Em 5 minutos eu não dou conta do recado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-110019280307516007?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/110019280307516007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=110019280307516007&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/110019280307516007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/110019280307516007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2004/11/5-minutos.html' title='5 minutos'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-109829787977248714</id><published>2004-10-20T15:15:00.000-03:00</published><updated>2005-12-21T14:26:59.076-02:00</updated><title type='text'>"Let's get it on"</title><content type='html'>Quem aqui compra revistas de noiva? Eu faço isso. Aliás, eu fiz isso depois de uma crise no relacionamento. Comecei a perceber que as coisas não estavam indo bem, passei por uma banca de jornal e levei uma revista com moça vestida de branco. Mas deixa eu esclarecer uma coisa: não estou desesperada para casar. Acho que não consigo aceitar o fato de que as pessoas assinam um papel jurando que vão ficar juntas pelo resto da vida. Na verdade, acho que casamento me dá um pouco de medo. Então quem é que consegue explicar essa ligação Josy-revistas de noiva?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, confesso que se estivesse para casar, ficaria muito empolgada em escolher a trilha sonora da festa. Pensa só: é quase como um filme. Para cada momento tem uma música. Noiva entra, sobe o som. Noivos se beijam, sobe o som. Noivos saem, sobe o som. Quem, na vida real, consegue isso? Ninguém tem música de verdade tocando de fundo na hora em que diz "eu te amo" pela primeira vez, tem? Bom, pode até ter, mas ela não entra na hora certa, no ponto certo, com a intensidade certa. Ela, provavelmente, estava ali tocando e assim continuou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tanto pensar nisso, cheguei a algumas conclusões. Se um dia eu me casar, a música que vai tocar na entrada da noiva é "Meu esquema", do Mundo Livre S/A. Outra que eu gostaria de usar em algum momento da festa é "Let's get it on", naquela versão cantada pelo Jack Black, em "Alta Fidelidade". Mas li em uma reportagem que Marvin Gaye foi o mais votado como compositor das melhores músicas de motel e por isso resolvi repensar. Mas a última das conclusões é que talvez a grande graça de toda essa história de casamento com papel passado, para mim, seja a festa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-109829787977248714?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/109829787977248714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=109829787977248714&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/109829787977248714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/109829787977248714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2004/10/lets-get-it-on.html' title='&quot;Let&apos;s get it on&quot;'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-109704448244982027</id><published>2004-10-06T03:14:00.000-03:00</published><updated>2005-12-21T14:26:33.720-02:00</updated><title type='text'>Fantasias</title><content type='html'>Eu sou doente. Eu troquei a noite pelo dia e estou aqui, às 3 da manhã, em frente ao computador. Tudo isso porque comprei a 5ª temporada de "Sex and the City" e vi tudo de uma vez, na madrugada passada. Estou dizendo que sou doente, não estou? Não consegui guardar um episódio sequer para ver hoje, enquanto não consigo dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que já não vinha dormindo direito desde uma festa à fantasia do fim de semana. Ok, posso contar uma vantagem? Todo mundo conta, mas eu tenho um pouco de vergonha. Então, lá vai: fui a uma festona no MAM, com direito a show das Frenéticas e tudo liberado. Mas essa nem é a melhor parte. A parte mais estranha (e, por isso, mais legal) é que essa era a festa de 50 anos de uma tia. Foi a oportunidade única de encontrar seres da família fantasiados. Não preciso dizer que passei a noite tentando entender as escolhas de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe estava de onça. Meu pai se vestiu de árabe. Já a minha tia estava de noiva. Noiva mesmo, com vestido alugado em loja de vestido de noiva. Explicação rápida: era também seu aniversário de casamento. Sinceramente, preciso da ajuda de um psicanalista para desvendar os mistérios que envolvem essas escolhas de fantasias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava de gatinho. Com uma fantasia feita por mim, ao contrário do resto dos convidados, que fizeram questão de alugar. Eu também queria alugar, mas faltou dinheiro. Confesso que cheguei a ir até a loja e fiquei em dúvida entre duas. Primeiro pensei em Penélope Charmosa. Mas logo depois me encantei por uma fantasia de Smurfete. Quem desvendou o mistério das minhas escolhas foi o meu namorado. Talvez eu queira ser a única menina do vilarejo. Ou a única moça da Corrida Maluca. Vai entender...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-109704448244982027?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/109704448244982027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=109704448244982027&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/109704448244982027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/109704448244982027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2004/10/fantasias.html' title='Fantasias'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-109634237506313689</id><published>2004-09-27T23:35:00.000-03:00</published><updated>2005-12-21T14:27:27.686-02:00</updated><title type='text'>Quebrando o jejum</title><content type='html'>As outras famílias têm questões que nunca vamos entender. Por mais que eu, você ou qualquer outra pessoa tente, é muito difícil compreender algumas das discussões que envolvem a família dos outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso ficava muito claro para mim quando passava uns dias na casa de uma amiga, há muitos anos atrás. Eles sempre foram muito engraçados e divertidos, mas todo esse clima podia desaparecer de uma hora para outra na mesa de jantar. Questões, que para mim pareciam banais, podiam a qualquer momento virar discussões acaloradas. E eu, que não tinha o mesmo sobrenome que eles e estava sentada por ali, sempre morria de vergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha família também tem questões que ninguém nunca vai entender. Uma delas, certamente a mais gritante, é o fato de não termos - eu e minhas irmãs - nenhum tipo de contato com a mulher do meu pai. Eles são casados há 20 anos. Antes que surja alguma dúvida, vou logo deixando claro: nunca fui na casa do meu pai, nunca troquei uma palavra com a enteada dele e fiquei 19 anos sem ver a sua mulher. Nem eu sei explicar direito o que acontece, apesar de fazer parte dessa família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, eu quebrei parte desse jejum minutos antes do início do Dia do Perdão, aquele em que todos os judeus devem jejuar por um dia inteiro. Antes que surja outra dúvida: eu sou judia, mas nunca consigo jejuar no Dia do Perdão. Não é que não consigo, eu apenas não tento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jejum do Dia do Perdão nunca deve ser quebrado com comida pesada. Até porque, se isso fosse permitido, todos os judeus passariam mal no dia que consideram o mais importante do ano. O meu jejum também foi quebrado de leve. Cheguei perto do meu pai e da mulher dele, que estavam na mesma sinagoga que eu, e dei boa noite e dois beijinhos em todo mundo, como se isso fosse extremamente normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não foi nada receptiva. Fez aquilo como se estivesse cumprindo uma obrigação. Pensei muito nisso e cheguei à conclusão de que talvez eu tenha sido comida muito pesada para essa moça, depois de tanto tempo sem comer. Ela deve ter tido uma indigestão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-109634237506313689?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/109634237506313689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=109634237506313689&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/109634237506313689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/109634237506313689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2004/09/quebrando-o-jejum.html' title='Quebrando o jejum'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-109574926215237706</id><published>2004-09-21T03:35:00.000-03:00</published><updated>2005-12-21T14:28:33.020-02:00</updated><title type='text'>Discrição acima de tudo</title><content type='html'>Eu tenho mania de mexer no que não devo. Um aviso: não deixe nada seu comigo. Eu vou abrir, ler e esmiuçar até não restar mais nada. Eu fiz isso um dia com um diário de um ex-namorado. Vi, peguei e li: simples assim. Vergonha, vergonha, vergonha. Achei o que não queria achar. Daí o namoro desceu ladeira abaixo. Mas acredito que desceria a ladeira mesmo que isso não tivesse acontecido. Tempos depois ele devolveu na mesma moeda e fez o mesmo com o meu diário. E aí sim o namoro-defunto foi dado como morto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que conto isso? Nem eu sei. Na verdade busco uma maneira de me livrar dessa obsessão pelo que é alheio. Todo mundo acha graça das comunidades do orkut. Eu não. O meu lance ali é fuxicar profiles e álbuns de fotos de gente que eu conheço pouco ou nem conheço. O mais engraçado é encontrar essa gente depois e fingir que eu não sei nada sobre suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque voyeur que é voyeur é discreto e finge que não sabe de nada. E eu não conheço figura mais discreta do que eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-109574926215237706?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/109574926215237706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=109574926215237706&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/109574926215237706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/109574926215237706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2004/09/discrio-acima-de-tudo.html' title='Discrição acima de tudo'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-109574788607747537</id><published>2004-09-21T03:06:00.000-03:00</published><updated>2006-06-14T02:42:52.780-03:00</updated><title type='text'>Histórias para a posteridade</title><content type='html'>Eu não sei o que é ter que parar de brincar com a massinha para tomar banho. Hoje eu vi uma cena e não consegui segurar o riso. Minha pequena sobrinha de 2 anos chorou baldes porque foi obrigada a parar de brincar com a massinha. Ela sabia que a caixa embrulhada para presente tinha um milhão de potinhos de massinha antes mesmo de rasgar o papel de presente. E tudo o que ela queria era abrir todos os potinhos e me dizer o nome de todas as cores de todas as massinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí: hora do banho. A babá chegou perto. E ela, que percebeu o que estava para acontecer, deu uns tremiliques e aí... litros de lágrimas. Lágrimas de verdade. Muitas. Todas. Em profusão. Eu ri (porque não sabia como me portar naquela situação) e levei um carão da babá. Me senti culpada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí de lá, esbarrei em um primo na rua e narrei a cena. E ele me disse, com a cara mais séria do mundo, que "eu não sabia o que era ter que parar de brincar com a massinha para tomar banho". E eu decidi que vou guardar essa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das únicas histórias que a minha mãe guarda da minha infância é a de uma noite em que eu chorei baldes porque queria fazer uma caricatura, em um dos parques da Disney. Pede pra minha mãe contar alguma lembrança da minha infância e vc ouvirá essa história. Pede outra e nada mais vai sair dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tremenda sacanagem. A minha infância se deu em uma época em que não existiam máquinas digitais ou câmeras de vídeo por todos os cantos. As poucas fotos (raríssimas, já que sou a terceira filha) não contam muito. Tudo o que sei é que chorei uma noite inteira por causa de uma caricatura. As pessoas deveriam nascer com um aviso pendurado no pescoço: "Caros pais e familiares, guardem as lembranças da infância desse novo sujeito. Elas serão importantes para ele em um futuro não muito distante." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos, com muito esforço, consegui colecionar uma porção de fragmentos de memória dos anos que precederam os meus 10 anos. Com o tempo vou contando aqui. São momentos inéditos até para quem os viveu comigo, já que nem a minha mãe lembra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-109574788607747537?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/109574788607747537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=109574788607747537&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/109574788607747537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/109574788607747537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2004/09/histrias-para-posteridade.html' title='Histórias para a posteridade'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-109523889886624646</id><published>2004-09-15T05:35:00.000-03:00</published><updated>2005-12-21T14:31:04.570-02:00</updated><title type='text'>Dersu Uzala</title><content type='html'>Meus pais se separaram quando eu tinha 5 anos. Eu não escrevo isso para explicar as conseqüências desse fato sobre esta pessoa de 25 anos, que hoje vos fala. Já basta o analista me perguntando se as causas de vários dos meus problemas atuais não estão relacionadas a isso. Eu escrevo só para contar algumas historinhas da infância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo depois que eles se separaram, minhas irmãs mais velhas não curtiam muito encontrar com o meu pai nos fins de semana. Só eu levava isso adiante. Mas o meu pai era um cara de pouco mais de 30 anos e acredito que não levava muito jeito para com sua filha de apenas 5. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é que não levava muito jeito, ele apenas não sabia escolher muito bem os programas. E um desses programas (meu Deus, ninguém nunca vai me fazer parar de falar disso) foi me levar ao cinema. Tudo muito bem, não fosse o filme. Alguém aí já viu "Dersu Uzala"? Com 6 anos recém-completos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma breve sinopse: "Dersu Uzala é um caçador que vive nas florestas da Sibéria em completa comunhão com a natureza. Certo dia conhece o capitão Arseniev, chefe russo de uma expedição cartográfica, daí nascendo uma profunda amizade, dessas que duram a vida toda." Ou seja, um filme cabeça, de 1975.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas horas de filme? Duas horas e meia. A recordação mais intensa é de um homem de olhos puxados no meio do verde. Um homem de olhos puxados durante muuuuito tempo no meio de muuuuuiito verde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que qualquer criança normal faria? Provavelmente, se eu levasse minha sobrinha para um programa desses no melhor estilo "Cine Ricamar", ela sairia fora. Assim como o filho de uma amiga minha, que puxou a mãe pelo braço no meio de uma sessão dizendo que o filme que tinham ido ver não servia e que eles iriam embora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu apenas assisti e disse que gostei muito, com a cara mais lavada do mundo. Eu era bem estranha. Acho que ainda sou porque continuo fazendo esse tipo de coisa até hoje. Penso que não tenho o direito de magoar as pessoas dizendo que não gostei de "Dersu Uzala". Nada que a análise não cure... Assim espero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-109523889886624646?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/109523889886624646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=109523889886624646&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/109523889886624646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/109523889886624646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2004/09/dersu-uzala.html' title='Dersu Uzala'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-109523657744316430</id><published>2004-09-15T05:06:00.000-03:00</published><updated>2005-12-21T14:32:03.220-02:00</updated><title type='text'>Vícios</title><content type='html'>Tenho passado horas com um cigarro na mão. Gostaria muito de me livrar disso, mas é engraçado como a falta do que fazer me faz acender um. E quando há muitas coisas a fazer, a cena também se repete. Tudo é motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma festa cheia de gente? Isqueiro na mão. Muitos textos a escrever? Cato o meu maço. Vi alguém que não gostaria de ver? Ai, só mais um...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que acho que isso é muito mais psicológico do que físico. A tentativa eterna de me esconder atrás de um objeto. Um objeto qualquer. Como na pista de dança não é possível achar um vaso de plantas, lá estou eu e meu cigarro na mão. Não, definitivamente não sou viciada em nicotina. Sou viciada em me esconder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando passei uns meses na Inglaterra e ainda não tinha descoberto o cigarro, meu vício consistia em ficar prendendo o meu cabelo. Roubei o prendedor de uma amiga minha e ele tinha o estranho hábito de ficar escorregando do meu cabelo. De tempos em tempos, lá estava eu com o prendedor na boca, puxando meu cabelo para trás, prendendo metade dele e puxando uns fiozinhos pra frente. Uma noite em uma pista de dança podia ser o equivalente a umas 30 repetições desse ritual.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Só me toquei disso quando, no meio de uma bebedeira, resolvemos brincar de câmera de vídeo. A gente fingia que tinha uma câmera na mão e filmava uns aos outros. Um cara, que eu resolvi filmar, conseguiu repetir com perfeição aquele meu hábito. E depois riu pra mim. Fui desmascarada por um quase-estranho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-109523657744316430?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/109523657744316430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=109523657744316430&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/109523657744316430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/109523657744316430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2004/09/vcios.html' title='Vícios'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7985947.post-109277409424746252</id><published>2004-08-17T17:20:00.000-03:00</published><updated>2004-08-17T17:21:34.246-03:00</updated><title type='text'>Meu primeiro post</title><content type='html'>Isso é apenas um teste. Um teste para ver como funciona o mundo dos blogs. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7985947-109277409424746252?l=napratica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napratica.blogspot.com/feeds/109277409424746252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7985947&amp;postID=109277409424746252&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/109277409424746252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7985947/posts/default/109277409424746252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napratica.blogspot.com/2004/08/meu-primeiro-post.html' title='Meu primeiro post'/><author><name>Josy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
